Empresários goianos contam com reabertura do comércio na próxima semana

Empresários goianos contam com reabertura do comércio na próxima semana
Imagem divulgaçao

Com o andamento da semana e o fim da primeira etapa das medidas restritivas estabelecidas em decreto que entrou em vigou na última segunda-feira, 15, representantes dos setores comerciais se mantém esperançosos por uma flexibilização a partir da próxima segunda-feira, 29. Como estratégia de combate à Covid-19 no município, documento emitido pela Prefeitura de Goiânia estabeleceu o funcionamento no modelo 14 por 14, sendo duas semanas de suspensão das atividades consideradas não essenciais, seguidas de duas semanas de funcionamento.

Para o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) em Goiás, Fernando Celsin, não há outra opção senão a reabertura. “O setor de bares e restaurantes está em colapso total. Os empresários estão em desespero e não aguentam mais. Nesse mês de março, eles anteciparam férias dos funcionários, mas se não tiver a abertura em abril, não temos mais opção. Vai acontecer uma demissão em massa, não temos mais o que fazer”, desabafa.

Fernando ainda menciona reunião realizada na última semana com representantes do Paço Municipal, para falar sobre as medidas restritivas. Segundo ele, foi apresentado o modelo 14 por 14 e a Prefeitura ainda acrescentou que seria feita a análise dos leitos e da curva de contaminação para avaliar a reabertura. Entretanto, a preparação dos empresários para a reabertura na próxima semana se mantém a todo o vapor. “Estamos ansiosos por isso, precisamos reabrir. Nós, como Abrasel, Sindibares e empresários do segmento também precisamos de respeito. Já conversamos com o prefeito e dissemos que precisamos ser ouvidos, mas até então não houve nenhum posicionamento por parte deles. Se a prefeitura tomou as medidas de fechar 14 dias e abrir 14, ela precisa cumprir com o combinado. Se não cumprir, é mais um ponto negativo à gestão do prefeito”, opina o presidente da Abrasel.

Já Rubens Fileti, que é presidente da Associação Comercial Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg), também reforça a esperança de reabertura para a próxima semana por parte do setor produtivo, e diz que mesmo que a flexibilização venha de forma menor que o esperado, deve acontecer.

“Nossa luta nesse momento é ajudar a diminuir o número de infecções e fazer com que pelo menos um pouco do setor produtivo melhore, porque sabemos que muitos não conseguem voltar mais. E se tiver mais uma ou duas semanas de fechamento, muitos outros também não retornarão às suas atividades. Tem muitas empresas com muito mais dificuldade que no início da pandemia. Por isso, estamos dispostos a abrir com redução de carga horária, por exemplo”, explica o presidente da Acieg.

Rubens toma o escalonamento por macrozonas adotado em Aparecida de Goiânia como exemplo a ser adotado em Goiânia para combate à Covid-19 ao mesmo tempo que se alivia as dificuldades do comércio. O presidente da Acieg ainda menciona reunião que ocorrerá com o prefeito Rogério Cruz, na próxima sexta-feira, 26, com o objetivo sugerir a redução de carga horária e o escalonamento, para que o comércio volte a funcionar.

Covid-19 em Goiânia

Apesar da necessidade de trabalho apontada pelos representantes dos segmentos comercial e produtivo, os números da Covid-19 em Goiânia e da demanda por leitos em hospitais não diminuíram. Na rede estadual de saúde, a taxa de ocupação de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) voltadas ao tratamento da doença está em 98,15%, com somente 10 disponíveis. Já na enfermaria, a porcentagem cai para 87,73%, com 87 unidades vagas.

Mesmo após a adoção de medidas restritivas desde 1º de março, a ocupação das UTIs na capital goiana se mantém no percentual de 98,73%. Até o momento, foram confirmados 126.245 casos da Covid-19 na cidade, com 3.317 vítimas fatais.

 

Fonte Jornal Opção