Jataí: Outubro Rosa destacou a importância do cuidado integral à saúde da mulher

Jataí: Outubro Rosa destacou a importância do cuidado integral à saúde da mulher

Campanha para prevenção e controle do câncer de mama é oportunidade de valorizar a vida!

imagem de destaque Imagem: Arquivo/Agência Brasil

 

 

 

A Campanha Outubro Rosa, criada em 1990, em Nova Iorque, surgiu com objetivo de fomentar a conscientização quanto à prevenção e ao controle do câncer de mama. Indo além desse conceito, a Secretaria Municipal de Saúde de Jataí adota a perspectiva de cuidado integral e completo, para que profissionais de Saúde considerem as singularidades das mulheres, como suas histórias, hábitos e contextos familiares.

Para a campanha deste ano, apresentamos uma visão integral sobre a saúde da mulher, estimulando o autocuidado e recomendando a mudança de hábitos. A finalidade é que, controlando alguns fatores de risco, a mulher possa ter um estilo de vida mais saudável”, explica a coordenadora de Atenção à Saúde da Mulher, Soraia Gouveia, em fala ao Notícia Extra.

Para todo o ano de 2019, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima a ocorrência de quase 60 mil novos casos de câncer de mama, com a taxa bruta de 50,15 casos novos por 100 mil mulheres. Já o câncer de colo do útero é a terceira causa de morte por câncer em mulheres no Brasil, com exceção do tipo de pele.

Prevenção



Ainda de acordo com Soraia Gouveia, as usuárias do SUS podem procurar a equipe de saúde da família ou a Unidade Básica de Saúde para tirar as dúvidas e se informar sobre as ações que são ofertadas.




Mamografia

No SUS, a mamografia é recomendada para mulheres de 50 a 69 anos, de dois em dois anos, ou em intervalos menores, dependendo do resultado do exame anterior. Em mulheres fora dessa faixa etária, com elevado risco para câncer de mama (histórico familiar e/ou histórico pessoal de câncer de mama), são necessários acompanhamento e avaliação individualizados.



Vale destacar que a solicitação da mamografia deve ser realizada pelo profissional da unidade, durante a consulta ou em estratégias de busca ativa de mulheres, como visita domiciliar. A Coordenadora explica que, durante as consultas, o profissional deve realizar o exame clínico das mamas para detectar lesões palpáveis. Além de solicitar o exame, cabe ao profissional dar orientações sobre a forma como o exame é feito, bem como a sua importância para fortalecer a adesão da usuária à sua realização.

Segundo o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), o autoexame das mamas ajuda a conhecer o próprio corpo, mas não substitui o exame clínico das mamas.

Ainda em fala ao Notícia Extra, Soraia Gouveia salientou que ainda hoje em dia há vários tabus que dificultam ou desestimulam as mulheres a procurar ajuda médica. São fatores culturais, familiares, falta de educação familiar voltada á saúde que fazem a mulher postergar uma consulta em busca de um diagnóstico para algum sintoma ou atem mesmo uma consulta de rotina. 

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Texto e fotos: Jerry Lewis