PF cumpre mandados do STF e realiza buscas contra Sérgio Reis e deputado Otoni de Paula

PF cumpre mandados do STF e realiza buscas contra Sérgio Reis e deputado Otoni de Paula
Cantor Sérgio Reis e o deputado federal Otoni de Paula | Foto: Eduardo Galeno/Divulgação e reprodução/ Facebook

A Polícia Federal (PF), cumpre na manhã desta sexta-feira, 20, mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), contra o deputado federal Otoni de Paula (PSC-RJ) e o cantor Sérgio Reis. O ministro Alexandre de Moraes autorizou ao todo, 29 mandados que atendem a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Segundo nota da PF, objetivo é apurar o “eventual crime de incitar a população, através das redes sociais, a praticar atos violentos e ameaçadores contra a Democracia, o Estado de Direito e suas Instituições, bem como contra os membros dos Poderes”.

Os mandados estão sendo cumpridos no Distrito Federal (1), além dos estados de Santa Catarina (6), São Paulo (2), Rio de Janeiro (1), Mato Grosso (1), Ceará (1) e Paraná (1). Agentes estiveram ao menos a quatro endereços no Rio e em Brasília ligados ao cantor, na casa e no gabinete do deputado. Já na capital carioca, as equipes estiveram no Anil e na Barra da Tijuca, na Zona Oeste.

Entenda

O cantor se tornou alvo de críticas após o vazamento de um áudio em que defendia a paralisação dos caminhoneiros para pressionar o Senado a afastar ministros do Supremo. Com isso, subprocuradores gerais pediram à PGR, no Distrito Federal, a abertura de uma investigação.

Já o deputado, foi denunciado pela PGR ao STF em julho de 2020 pelos crimes de difamação, injúria e coação em vídeos com ataques e ofensas a Alexandre de Moraes. No mês seguinte, a Justiça de São Paulo determinou a exclusão das postagens. O caso envolve dois vídeos gravados pelo parlamentar em que criticou Moraes pela decisão que libertou o blogueiro Oswaldo Eustáquio, mas o proibiu de usar as redes sociais.

O ministro Alexandre de Moraes é o relator do inquérito que investiga a organização e o financiamento de atos antidemocráticos.