Pico será entre maio e julho: Brasil deve chegar a 28 mil mortes por coronavírus até dezembro, diz consultoria norte-americana

Pico será entre maio  e julho: Brasil deve chegar a 28 mil mortes por coronavírus até dezembro, diz consultoria norte-americana
País já registra mais de 9 mil vítimas fatais Sandro Pereira / Fotoarena/Folhapress

A consultoria norte-americana Kearney, que atua projetando cenários há mais de 80 anos, prevê que, na melhor nas hipóteses, o Brasil deve chegar a 28 mil mortes por coronavírus até 20 de dezembro. O estudo aponta que a flexibilização de medidas de isolamento social e a falta de falta de ações que ampliem a estrutura de saúde poderão influenciar para que o Brasil se torne o recordista mundial de vítimas da covid-19. Os dados foram divulgados pelo jornal O Estado de S.Paulo. 

 
  •  

Com base em números da evolução da doença no mundo e, a partir de dados divulgados Mistério da Saúde e secretarias estaduais do Brasil, a Kearney fez simulações para as próximas semanas e meses do país. 

 
 

Em um cenário intermediário, o país atingirá a marca de 78 mil mortes por coronavírus até dezembro. A projeção mais pessimista estima 295 mil mortes até o final do ano. A consultoria alerta que os números podem variar de acordo com as medidas que forem adotadas no país. 

Conforme as projeções, o Brasil ainda não atingiu o pico de casos, o que deve acontecer entre 10 de maio a 5 de julho, com variação de acordo com as região do país. Entretanto, medidas de combate à doença podem melhorar o cenário. 

  —  O cenário é extremamente preocupante. A mensagem clara que tiramos disso, em síntese, é que a coisa ainda vai piorar muito, antes de melhorar  — afirma Joaquim Cardoso, líder sênior da prática de saúde da Kearney Brasil.

A consultoria também realizou um levantamento sobre a estrutura hospitalar da rede pública de saúde e o que há na rede privada. Os dados consideraram um total de 34 mil leitos de UTI para adultos no país, por conta da covid-19 e outras situações, o número atual avançou um pouco para 40 mil. 

Na prática isso significava que, enquanto a média de leitos é de 40 unidades para cada 100 mil pessoas entre aqueles que têm plano de saúde, esse número caía para 9 leitos para cada 100 mil na rede pública. Cardoso analisa que os números refletem a desigualdade social de acesso à saúde.